José Mourinho chegou ao Real Madrid em 2010 com a missão de voltar a ganhar títulos para o time da capital, que desde 2001/02 não consegue vencer uma competição fora do âmbito nacional. Prestigiado pelos seus ótimos trabalhos, que incluem duas conquistas da Liga dos Campeões, e dispondo do dinheiro que fosse necessário para contratar as peças para seu time, o português não titubeou em aceitar o desafio.
Para ser bem sucedido nessa missão estava incluso a necessidade de derrotar o arquirrival Barcelona, considerado o melhor time na atualidade. O caminho para fazê-lo já parecia ser conhecido por Mourinho, uma vez que derrotara esse mesmo Barcelona de Messi, Xavi e Iniesta quando dirigia a Inter de Milão. Mas não foi e nem é bem assim.
No primeiro clássico sob seu comando, quando estava a frente do clube há cerca de seis meses, o Real Madrid sofreu incríveis 5 a 0 jogando no Camp Nou, casa do rival. A partir daquela noite, tornar-se-ia uma obsessão do treinador português encontrar uma maneira de vencer o rival da Catalunha.
| Guardiola (à esquerda) e Mourinho (à direita) na partida dessa quarta-feira (Foto: Reuters) |
O tempo foi passando, o Real ganhando a cara de Mourinho e atuando cada vez melhor, mas quando enfrentava o Barcelona se apequenava, jogava de maneira diferente da qual estava acostumado e, consequentemente sofria novos reveses. Pelas quartas de final da Copa do Rei 2011/12, os dois grandes da Espanha voltaram a se enfrentar, em jogos de ida e volta, buscando além da classificação para as semi-finais do torneio, a manutenção do posto de melhor time do país (e do mundo) no caso do Barcelona, ou então atribuição de tal honraria no caso do Real.
O confronto novamente teve vitória azul-grená (nas últimas 14 partidas o time Merengue só venceu uma), mas diferentemente das anteriores, a sensação de que o Barcelona esteve próximo de ser derrotado foi unânime. A ideia de que o Real Madrid para ser campeão precisa depender de não enfrentar o time catalão aos poucos vai se abrandando, ao passo que os Blancos parecem aprender a enfrentar o seu arquirrival.
O jogo
Após a partida de ida no Santiago Bernabéu ter terminado com o placar de 2 a 1 pró Barcelona, os comandados de José Mourinho precisavam de uma vitória nessa quarta-feira, 25, para avançar na copa nacional.
Atuando com um time ainda mais ofensivo, explicado pela necessidade do resultado, foi o Real Madrid que partiu para o ataque e teve as primeiras chances da partida, obrigando Pinto a fazer pelo menos três intervenções importantes na etapa inicial em chutes de Cristiano Ronaldo e Higuaín.
Apagado nos últimos confrontos Barça-Madrid, Özil foi jogador-chave para a superioridade blanca na primeira etapa. O meia alemão quase abriu o placar aos 25 em pancada de fora da área que encontrou o travessão.
Somente aos 43 o Barcelona finalizaria ao gol de Casillas, e quando o fez, marcou. Messi partiu em velocidade pelo meio, foi cercado por três defensores, mas mesmo assim conseguiu encontrar Pedro, livre, que de primeira abriu o placar.
O segundo não demoraria a sair. Em falta cobrada pela esquerda a bola explodiu na barreira e sobrou para Daniel Alves. O lateral brasileiro encheu o pé e marcou um golaço aos 47. Em menos de cinco minutos o Barça parecia ter liquidado a partida e sacramentado a classificação.
| Pedro entrou no decorrer do jogo e abriu o placar (Foto: AFP) |
A volta do intervalo, no entanto, mostrou que o Real ainda estava no jogo. O time madrileno continuava superior, conseguindo trocar passes contra a marcação do sobrecarregado Busquets (que marcava sozinho após a entrada do Pedro no lugar de Iniesta, machucado).
Foram necessários apenas três minutos para que o Real Madrid estivesse de novo vivo na partida. Aos 19, Özil descolou lindo passe para Cristiano Ronaldo que teve tranquilidade para driblar Pinto e empurrar para as redes. Na sequência, Piqué saiu mal e a bola sobrou para Benzema que deu chapéu em Puyol e empatou.
| Benzema empatou e recolocou o Real no jogo (Foto: AFP) |
Os minutos seguintes foram de pressão madridista, a ponto de Pep Guardiola reforçar a marcação para assegurar o resultado, colocando Mascherano em campo. Durante toda a partida viu-se um Guardiola a beira do campo, preocupado com as ações do time mais do que lhe é de costume.
Nos minutos finais, Sergio Ramos recebeu segundo amarelo após cotovelada em Busquets. Mais um motivo para reclamação dos atletas do Real que já reclamavam de três pênaltis não marcados no decorrer da partida que terminou em 2 a 2. O resultado classificou o Barcelona. Justo, considerando os 180 minutos.
| Cristiano Ronaldo, desolado após nova eliminação contra o Barcelona (Foto: Marca) |
Outros resultados:
Mirandés 2 x 1 Espanyol
Mallorca 0 x 1 Athletic Bilbao
Levante 0 x 3 Valencia
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"(...)torna-se-ia uma obsessão do treinador português encontrar uma maneira de vencer o rival da Catalunha."
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