segunda-feira, 30 de julho de 2012

Viajando Pelo Mundo Da Bola - Catar e o Futebol

O Catar é um emirado (nome dado ao Estado que é comandado por um Emir) do Oriente Médio, sendo uma Monarquia Absoluta. A capital é Doha, a população está estimada em quase 2 milhões de pessoas e a moeda oficial é o Rial. A principal religião é o islamismo e a língua oficial é o árabe. Além da capital, outra cidade que se destaca é Al Rayyan. A principal atividade econômica dessa nação é a extração de petróleo e gás natural, e com isso, o Catar tem o segundo maior PIB per capita do mundo, atrás de Liechtenstein.

Bandeira oficial do Catar.
                

Os catarianos foram dominados pelos Persas por milhares de anos, e depois por turcos otomanos e britânicos, conseguindo a independência em 1971. Com a opção de se anexar à Arábia Saudita ou ao Emirados Árabes Unidos, o Catar se recusou. E ainda por cima, com a descoberta do petróleo, esse Estado deixou de ser pobre e com economia baseada na pesca, passando a ser rico e desenvolvido.

A capital Doha.

No mundo da bola, o país ainda vem crescendo para receber a Copa do Mundo de 2022, desenvolvendo ainda mais a região que já é rica por conta do petróleo. O futebol local é destacado pela grande quantidade de brasileiros que passaram ou passam por lá, como os técnicos Abel Braga, Silas, Péricles Chamusca e o principal deles, Paulo Antuori, atualmente técnico da Seleção do Catar, que busca se classificar para a Copa de 2014.

No próximo capítulo, quarta-feira, falaremos sobre como o futebol vem crescendo, as curiosidades e muito mais!!

Não percam!!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Carreiras Efêmeras, Ídolos Eternos - Lev Yashin - Parte 3

No ano seguinte, Yashin foi chamado para defender a meta da seleção do Resto do Mundo que enfrentou a Inglaterra em amistoso comemorativo do centenário da Football Association mostrando ainda ser reconhecido como grande goleiro. Também em 1963, Yashin recebeu a Bola de Ouro da France Football (prêmio então concedido ao melhor jogador europeu do ano).
A União Soviética voltaria à final da Eurocopa em 1964, perdendo para a anfitriã Espanha, com grande atuação de Yashin. Na Copa do Mundo de 1966, já com 37 anos, o Aranha conseguiu levar seu país ao quarto lugar, destacando-se na partida de quartas-de-final contra a Hungria. As limitações impostas pela idade já o faziam ter de ser poupado, não tendo atuado em duas das seis partidas dos soviéticos na competição.
Foi titular na campanha da Eurocopa de 1968, onde foram eliminados na fase semi-final. Após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, a URSS perdeu a vaga na final para a Itália no cara e coroa. Nesse mesmo ano, pelos serviços prestados à população e ao país, Yashin foi condecorado com a Ordem de Lenin. 


Com 41 anos, foi à Copa do Mundo de 1970, mas já como reserva. Pendurou as luvas no ano seguinte, com direito a partida de despedida organizada pela FIFA no Estádio Lenin em Moscou. Cerca de 100 mil pessoas compareceram ao jogo que contou com a participação de estrelas como Pelé, Beckenbauer e Eusébio.
Depois de aposentado Yashin passou quase 20 anos em diversas posições administrativas do Dínamo de Moscou, que ergueu uma estátua de bronze do seu maior jogador em frente ao seu estádio.
Em 1986, por complicações circulatórias, Yashin teve uma de suas pernas amputadas. Morreu em 1990, em decorrência de um câncer no estômago.

Não só pela excepcional elegância para realizar defesas acrobáticas, como também pela incrível visão sobre o jogo que lhe permitiram revolucionar a função do goleiro, Lev Yashin será sempre lembrado como, se não o melhor goleiro de todos os tempos, o mais importante para a posição. Ele soube exercer a função de organizar a sua defesa como ninguém, foi um dos pioneiros em socar a bola em situações de perigo sem se dar a obrigatoriedade de agarrá-la e em ligar rápidos contra-ataques a partir de seus lançamentos. Por tudo que fez pelo esporte, passou a dar nome ao prêmio entregue ao melhor goleiro da Copa do Mundo a partir de 1994 (em 2010 o prêmio passou a receber o nome de Luva de Ouro) foi eleito o melhor goleiro do século XX  pela FIFA, e sempre está e estará presente “nas seleções do século XX” montadas pelas revistas esportivas mundo afora.




quarta-feira, 25 de julho de 2012

Carreiras Efêmeras, Ídolos Eternos - Lev Yashin - Parte 2

Yashin foi titular do time que ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Melbourne em 1956, mas se tornou conhecido mundialmente após a sua participação na Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Suas grandes atuações lhe renderiam o apelido de Aranha Negra, em uma referência ao seu uniforme sempre preto e à sua incrível capacidade de realizar defesas difíceis, como se tivesse oito braços.


Na segunda partida da URSS no torneio de 58, contra a Áustria, além da boa atuação Yashin também defendeu um pênalti – sua marca registrada, tendo defendido cerca de 150 durante toda a carreira. O próximo jogo foi contra o Brasil que estreava com a dupla Pelé e Garrincha jogando juntos (o primeiro se recuperara de uma contusão e o segundo entrou no lugar Joel que sofrera uma lesão no joelho). Yashin levou só dois gols na partida  tendo impedido um massacre maior (o Brasil faria 5 gols na França e na Suécia no decorrer do certame). Também teve atuação importante para assegurar a vitória soviética por 1 a 0 sobre a Inglaterra, que qualificou a URSS para a fase de mata-matas onde foi eliminada ainda na fase de quartas-de-final, derrotada pelos donos da casa.


Dois anos mais tarde, em 1960, na disputa da primeira Eurocopa, a URSS saiu vitoriosa muito em decorrência da excepcional atuação do Aranha Negra que segurou a supremacia iugoslava na final no Parc de Princes. Sua reputação já construída e consolidada sofreu, no entanto, um abalo com a participação na Copa do Mundo do Chile, em 1962. 

Apesar da boa estreia contra a Iugoslávia, Yashin contribuiu para o empate em 4 a 4 contra a Colômbia, ainda na primeira fase. Os soviéticos tinham a vantagem de 4 a 1, porém sofreram três gols em bolas que poderiam facilmente terem sido defendidas - incluindo um gol olímpico (primeiro e único em uma Copa do Mundo). Yashin voltaria a falhar contra os donos da casa nas quartas-de-final, o que culminaria na eliminação de seu país do torneio. Parecia ser o fim do Aranha Negra.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Carreiras Efêmeras, Ídolos Eternos - Lev Yashin - Parte 1


Impossível listar os grandes goleiros da história do futebol e não se lembrar de Lev Yashin. O lendário goleiro soviético foi responsável por revolucionar o modo de jogar de sua posição, deixando de se restringir a se posicionar debaixo das traves, conseguindo tamanho destaque a ponto de receber a Bola de Ouro da France Football em 1963 – primeiro e  único goleiro a conseguir esse feito até hoje.
Começou a carreira como goleiro de hóquei do time da fábrica onde trabalhava durante a Segunda Guerra Mundial. Migraria para o futebol aos 14 anos e logo seria chamado para fazer parte das categorias de base do Dínamo de Moscou, único clube que defendeu durante os 22 anos de sua carreira.

Estreou pelo Dínamo em 1950, já com 21 anos, em uma partida amistosa. Não foi a melhor das estreias, é verdade, uma vez que acabou levando um gol do goleiro adversário que simplesmente afastava a bola de sua área. A atuação ruim fez com que amargurasse a reserva pelos próximos dois anos – período que Yashin aproveitou para voltar a jogar hóquei, esporte pelo qual era aficionado.
Jogando pelo Dínamo de Moscou, mas usando patins e não chuteiras, Yashin ganhou a copa soviética e ajudou o time a alcançar a terceira colocação na liga local em 1953. Retornaria aos gramados no mesmo ano e para não sair mais. Contam os dúbios registros (que assim podem ser considerados dada a dificuldade de se ter acesso a informações da URSS em tempos de Guerra Fria) que Yashin só levaria um gol após ter assumido a titularidade em 1958  e fora nesse intervalo que teve a sua primeira convocação para a Seleção Soviética em 1954.
Pelo clube, Yashin conquistou o Campeonato Soviético por cinco vezes (1954, 1955, 1957, 1959 e 1963) e a Copa Soviética em três ocasiões (1953, 1967 e 1970).
Na próxima parte, abordaremos a trajetória do lendário goleiro moscovita pela sua seleção; desde a consagração na Copa de 1958 até a contestação em 1962.

sábado, 21 de julho de 2012

Jogando apenas para o gasto, Seleção Brasileira vence com tranquilidade a Grã-Bretanha a seis dias da estreia olímpica

Não foi brilhante, não foi empolgante, mas foi suficiente. Assim pode se definir o futebol apresentado pelos comandados de Mano Menezes na tarde desta sexta-feira (20); futebol que não deve ser muito diferente durante a trajetória olímpica.

Se esse era um jogo que poderia apontar a fragilidade defensiva ou a falta de criatividade na criação das jogadas, simplesmente não foi. Não porque Juan foi extremamente seguro e a Seleção finalizou aos montes sem ser dependente da lateral-esquerda com Marcelo, mas sim porque o adversário não o fez necessário.

O jogo
Com os 11 titulares que devem ir a campo na próxima quinta-feira (26) contra o Egito, em Cardiff, a Seleção Brasileira comandou a partida desde os minutos iniciais e abriu o placar logo aos 11 minutos. Neymar cobrou falta que passou por toda a área até encontrar a cabeça de Sandro que inaugurou o marcador. Jogada exaustivamente treinada por Mano Menezes e que enfim dava certo.
Spurred on: Tottenham midfielder Sandro opened the scoring for the Brazilians
Sandro abriu o placar em Middlesbrough.
A vantagem no placar deu tranquilidade à equipe de Mano que controlou o meio campo sem, no entanto, levar perigo à meta britânica. Atuações fracas de Oscar e novamente de Leandro Damião que só marcou um gol nas dez partidas que disputou com a amarelinha.

Neymar e Hulk eram os que se encarregavam da jogada individual. O primeiro conseguiu dribles no meio campo e próximos à lateral, nada mais. Passou até a ser vaiado pela torcida presente no Riverside Stadium após cair no chão em disputa com o zagueiro Bertrand. Já o segundo, em uma das tentativas, conseguiu arrancar pela direita, ganhar na corrida de Richards que o derrubou dentro da área. Pênalti que Neymar bateu e converteu aos 34.
Spot on: Neymar doubled Brazil's lead from the spot halfway through the first half
Neymar dobrou a vantagem de pênalti.
Os dois gols de vantagem fizeram o jogo esfriar, cenário que só sofreria alguma alteração no início da etapa final. Rose saiu do meio campo e passou a atuar na lateral de onde criou a melhor (única) chance efetiva de gol britânico. O jogador do Tottenham partiu em velocidade pela esquerda e cruzou rasteiro para Bellamy desviar e obrigar Rafael a fazer excepcional defesa. No entanto o lance já havia sido parado por impedimento do atacante galês.

Enquanto Stuart Pearce aproveitava as sete substituições a que tinha direito, Mano Menezes foi mais econômico. O técnico brasileiro promoveu as entradas de Lucas e Ganso nos lugares de Hulk e Oscar; e mais tarde colocou Alexandre Pato no lugar Damião. As alterações mantiveram o jogo brasileiro de valorizar a posse de bola na tentativa de ampliar o placar.

Apesar de algumas finalizações, que esbarraram na segura atuação do goleiro reserva inglês Butland (incluindo duas difíceis defesas em finalizações de Neymar e Pato), o jogo terminou com o mesmo placar do primeiro tempo: 2 a 0.

Entre os três reservas foi Lucas quem conseguiu se destacar, sendo um dos principais pontos positivos do amistoso: com boas arrancadas que criaram chances de gol. Apesar da atuação fraca, mas decisiva (o suficiente para ser eleito o jogador da partida), Neymar teve maior mobilidade em relação aos últimos amistosos, não ficando preso na ponta-esquerda, o que também merece ser notado. Thiago Silva, como de costume, foi muito seguro e Rafael parece ter assumido de vez a posição de lateral-direito (deixando Danilo na reserva).

Caminho em Londres
O Brasil não deve ter dificuldades para passar pela primeira fase (está no grupo de Egito, Bielorrússia e Nova Zelândia) e nem pelas quartas-de-final (onde deve enfrentar Marrocos, Honduras ou Japão). Para esses jogos o que se tem é de fato suficiente, a partir das semi (contra provavelmente Uruguai) pode deixar de ser. É aí que o suficiente passa a ser perigoso.