sábado, 21 de julho de 2012

Jogando apenas para o gasto, Seleção Brasileira vence com tranquilidade a Grã-Bretanha a seis dias da estreia olímpica

Não foi brilhante, não foi empolgante, mas foi suficiente. Assim pode se definir o futebol apresentado pelos comandados de Mano Menezes na tarde desta sexta-feira (20); futebol que não deve ser muito diferente durante a trajetória olímpica.

Se esse era um jogo que poderia apontar a fragilidade defensiva ou a falta de criatividade na criação das jogadas, simplesmente não foi. Não porque Juan foi extremamente seguro e a Seleção finalizou aos montes sem ser dependente da lateral-esquerda com Marcelo, mas sim porque o adversário não o fez necessário.

O jogo
Com os 11 titulares que devem ir a campo na próxima quinta-feira (26) contra o Egito, em Cardiff, a Seleção Brasileira comandou a partida desde os minutos iniciais e abriu o placar logo aos 11 minutos. Neymar cobrou falta que passou por toda a área até encontrar a cabeça de Sandro que inaugurou o marcador. Jogada exaustivamente treinada por Mano Menezes e que enfim dava certo.
Spurred on: Tottenham midfielder Sandro opened the scoring for the Brazilians
Sandro abriu o placar em Middlesbrough.
A vantagem no placar deu tranquilidade à equipe de Mano que controlou o meio campo sem, no entanto, levar perigo à meta britânica. Atuações fracas de Oscar e novamente de Leandro Damião que só marcou um gol nas dez partidas que disputou com a amarelinha.

Neymar e Hulk eram os que se encarregavam da jogada individual. O primeiro conseguiu dribles no meio campo e próximos à lateral, nada mais. Passou até a ser vaiado pela torcida presente no Riverside Stadium após cair no chão em disputa com o zagueiro Bertrand. Já o segundo, em uma das tentativas, conseguiu arrancar pela direita, ganhar na corrida de Richards que o derrubou dentro da área. Pênalti que Neymar bateu e converteu aos 34.
Spot on: Neymar doubled Brazil's lead from the spot halfway through the first half
Neymar dobrou a vantagem de pênalti.
Os dois gols de vantagem fizeram o jogo esfriar, cenário que só sofreria alguma alteração no início da etapa final. Rose saiu do meio campo e passou a atuar na lateral de onde criou a melhor (única) chance efetiva de gol britânico. O jogador do Tottenham partiu em velocidade pela esquerda e cruzou rasteiro para Bellamy desviar e obrigar Rafael a fazer excepcional defesa. No entanto o lance já havia sido parado por impedimento do atacante galês.

Enquanto Stuart Pearce aproveitava as sete substituições a que tinha direito, Mano Menezes foi mais econômico. O técnico brasileiro promoveu as entradas de Lucas e Ganso nos lugares de Hulk e Oscar; e mais tarde colocou Alexandre Pato no lugar Damião. As alterações mantiveram o jogo brasileiro de valorizar a posse de bola na tentativa de ampliar o placar.

Apesar de algumas finalizações, que esbarraram na segura atuação do goleiro reserva inglês Butland (incluindo duas difíceis defesas em finalizações de Neymar e Pato), o jogo terminou com o mesmo placar do primeiro tempo: 2 a 0.

Entre os três reservas foi Lucas quem conseguiu se destacar, sendo um dos principais pontos positivos do amistoso: com boas arrancadas que criaram chances de gol. Apesar da atuação fraca, mas decisiva (o suficiente para ser eleito o jogador da partida), Neymar teve maior mobilidade em relação aos últimos amistosos, não ficando preso na ponta-esquerda, o que também merece ser notado. Thiago Silva, como de costume, foi muito seguro e Rafael parece ter assumido de vez a posição de lateral-direito (deixando Danilo na reserva).

Caminho em Londres
O Brasil não deve ter dificuldades para passar pela primeira fase (está no grupo de Egito, Bielorrússia e Nova Zelândia) e nem pelas quartas-de-final (onde deve enfrentar Marrocos, Honduras ou Japão). Para esses jogos o que se tem é de fato suficiente, a partir das semi (contra provavelmente Uruguai) pode deixar de ser. É aí que o suficiente passa a ser perigoso.

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