Não foi
brilhante, não foi empolgante, mas foi suficiente. Assim pode se definir o
futebol apresentado pelos comandados de Mano Menezes na tarde desta sexta-feira
(20); futebol que não deve ser muito diferente durante a trajetória olímpica.
Se esse era um
jogo que poderia apontar a fragilidade defensiva ou a falta de criatividade na
criação das jogadas, simplesmente não foi. Não porque Juan foi extremamente
seguro e a Seleção finalizou aos montes sem ser dependente da lateral-esquerda
com Marcelo, mas sim porque o adversário não o fez necessário.
O jogo
Com os 11
titulares que devem ir a campo na próxima quinta-feira (26) contra o Egito, em
Cardiff, a Seleção Brasileira comandou a partida desde os minutos iniciais e
abriu o placar logo aos 11 minutos. Neymar cobrou falta que passou por toda a
área até encontrar a cabeça de Sandro que inaugurou o marcador. Jogada
exaustivamente treinada por Mano Menezes e que enfim dava certo.
| Sandro abriu o placar em Middlesbrough. |
A vantagem
no placar deu tranquilidade à equipe de Mano que controlou o meio campo sem, no
entanto, levar perigo à meta britânica. Atuações fracas de Oscar e novamente de
Leandro Damião que só marcou um gol nas dez partidas que disputou com a amarelinha.
Neymar e
Hulk eram os que se encarregavam da jogada individual. O primeiro conseguiu dribles no
meio campo e próximos à lateral, nada mais. Passou até a ser vaiado pela
torcida presente no Riverside Stadium após cair no chão em disputa com o
zagueiro Bertrand. Já o segundo, em uma das tentativas, conseguiu arrancar pela
direita, ganhar na corrida de Richards que o derrubou dentro da área. Pênalti
que Neymar bateu e converteu aos 34.
Os dois gols
de vantagem fizeram o jogo esfriar, cenário que só sofreria alguma alteração no
início da etapa final. Rose saiu do meio campo e passou a atuar na lateral de
onde criou a melhor (única) chance efetiva de gol britânico. O jogador do
Tottenham partiu em velocidade pela esquerda e cruzou rasteiro para Bellamy
desviar e obrigar Rafael a fazer excepcional defesa. No entanto o lance já
havia sido parado por impedimento do atacante galês.
| Neymar dobrou a vantagem de pênalti. |
Enquanto
Stuart Pearce aproveitava as sete substituições a que tinha direito, Mano
Menezes foi mais econômico. O técnico brasileiro promoveu as entradas de Lucas
e Ganso nos lugares de Hulk e Oscar; e mais tarde colocou Alexandre Pato no
lugar Damião. As alterações mantiveram o jogo brasileiro de valorizar a posse
de bola na tentativa de ampliar o placar.
Apesar de
algumas finalizações, que esbarraram na segura atuação do goleiro reserva
inglês Butland (incluindo duas difíceis defesas em finalizações de Neymar e
Pato), o jogo terminou com o mesmo placar do primeiro tempo: 2 a 0.
Entre os
três reservas foi Lucas quem conseguiu se destacar, sendo um dos principais
pontos positivos do amistoso: com boas arrancadas que criaram chances de gol.
Apesar da atuação fraca, mas decisiva (o suficiente para ser eleito o jogador
da partida), Neymar teve maior mobilidade em relação aos últimos amistosos, não
ficando preso na ponta-esquerda, o que também merece ser notado. Thiago Silva,
como de costume, foi muito seguro e Rafael parece ter assumido de vez a posição
de lateral-direito (deixando Danilo na reserva).
Caminho em Londres
O Brasil não
deve ter dificuldades para passar pela primeira fase (está no grupo de Egito,
Bielorrússia e Nova Zelândia) e nem pelas quartas-de-final (onde deve enfrentar
Marrocos, Honduras ou Japão). Para esses jogos o que se tem é de fato
suficiente, a partir das semi (contra provavelmente Uruguai) pode deixar de ser. É aí que o suficiente passa a ser perigoso.
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