Atuações por Seleções
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Di Stéfano jogou apenas seis partidas pela Argentina |
Alfredo Di Stéfano defendeu três seleções diferentes. Pela Argentina, foram apenas seis partidas, com seis gols. As atuações foram durante a disputa do Campeonato Sul-Americano (futura Copa América), torneio no qual Di Stéfano foi reserva, mas conseguiu se destacar.
Não participou de uma Copa do Mundo com a seleção de sua terra natal, pois a Argentina não participou das Eliminatórias para a Copa de 1950 e 1954. O motivo se deveu ao fato do país sul-americano não se conformar em não sediar a Copa do Mundo que acabou sendo disputada no Brasil, haja vista que Jules Rimet havia prometido que o país sediaria a Copa de 1942, que não foi disputada em decorrência da Segunda Guerra Mundial.
Somado ao descontentamento para com Jules Rimet, estava as más relações entre a Associação Argentina de Futebol (AFA) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), após uma pancadaria na final do Campeonato Sul-Americano de 1946, em Buenos Aires. Na ocasião, os argentinos, revoltados com as fraturas de dois jogadores, agrediram os brasileiros com socos, pedradas e espadas, com a ajuda da polícia. Somente dez anos mais tarde as relações entre AFA e CBD seriam retomadas.
Também não participou de um Copa com a Colômbia, mas nesse caso foi devido ao país estar suspenso de disputar partidas oficiais, em decorrência de sua liga pirata. As três partidas de Di Stéfano com a camisa da Seleção Colombiana foram em amistosos.
| Di Stéfano pela Seleção do Resto do Mundo, em 1963, contra a Inglaterra |
Di Stéfano também não participou da vitoriosa campanha da Espanha na Eurocopa de 1964, já que a FIFA, em 1962, determinou que a Copa do Chile seria a última competição em que seria permitido que jogadores atuassem por outro país que não o primeiro pelo qual atuaram (medida que persiste até hoje).
A Flecha Loira atuou pela Espanha em 31 partidas, marcou 23 gols, e foi o maior artilheiro da Seleção Espanhola até 1990, quando foi superado por Emilio Butragueño - atualmente, está atrás também de David Villla, Raúl, Fernando Hierro, Fernando Morientes e Fernando Torres.
Em 1963, Di Stéfano atuou pela Seleção do Resto do Mundo em um amistoso contra a Inglaterra, em celebração do centenário da Football Association.
Carreira como Treinador:
| Di Stéfano na conquista do Campeonato Argentino pelo Boca Juniors |
Dois anos mais tarde, Di Stéfano estava no Valencia, onde teve o seu maior sucesso como treinador. Por lá ganhou o Campeonato Espanhol de 1971 (tendo como vice o Barcelona), a Recopa e Supercopa Europeias na temporada de 1979/80, já em uma segunda passagem pela equipe.
Treinou nesse intervalo o Sporting Lisboa, o Rayo Vallecano e o Castellón. E em nenhum deles conquistou título. Voltou ao River em 1981 e em sua primeira temporada ganhou o Campeonato Argentino (comandando Ubaldo Fillol, Américo Gallego, Ramón Díaz, Julio Olarticoechea, Daniel Passarela, Alberto Tarantini e Mario Kempes, que seriam base da Seleção Argentina na Copa de 1982). Ainda hoje, Di Stéfano é o único técnico a ser campeão argentino por Boca e River.
| Di Stéfano foi campeão argentino também com seu time de infância e de início de carreira, o River Plate |
Assumiu novamente o Real Madrid em 1990, mas agora interinamente. Foi nesta rápida passagem que ganhou seu único título no comando dos Merengues: a Supercopa da Espanha, sobre o Barcelona com direito a goleada por 4 a 1 no Santiago Bernabéu.
Após aposentar-se, Di Stéfano retribuiu o objeto que lhe deu tudo na vida: construiu a estátua de uma bola em sua casa na Espanha, com as inscrição Gracias, vieja! ("obrigado, velha!"). A ideia surgiu em conversa com os jogadores do Real Madrid a respeito de objetos que mereciam um monumento, Di Stéfano defendeu que a bola merecia, "pois graças a ela estamos todos vivendo". A expressão, segundo ele também refere-se à sua mãe: "À velha, que me fez nascer, e à bola, que me fez crescer." A expressão foi utilizada como o título de sua biografia.
| Di Stéfano na apresentação de Kaká |
Na atualidade é figurinha carimbada nas apresentações de jogadores e em outros eventos do Real Madrid, clube do qual é presidente honorário desde 2000. Além disso, é presidente de uma associação de ex-jogadores.
Se muitos não viram esse excelente e completo jogador em campo, é necessário que se conheça e reconheça essa legenda que mesmo não vencendo com sua(s) seleção(ões), fez história por onde passou. Uns dos maiores jogadores da história, e um dos mais modestos também.
SMSB

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