Ferguson dirigiu o East Stirlingshire e o St. Mirren antes
de chegar ao Aberdeen em junho de 1978. Apesar de ser um dos maiores clubes da
Escócia, o Aberdeen havia conquistado apenas uma vez o título da liga em 1955.
Na sua primeira temporada no clube, teve dificuldades para ganhar o respeito
dos jogadores, visto que não era tão mais velho que os mais experientes do plantel. No primeiro ano no comando da equipe, foi vice-campeão da Copa da Escócia e terminou a
liga na quarta colocação.
Apenas na sua terceira temporada como treinador do Aberdeen, Ferguson sentia-se tendo o respeito dos jogadores que comandava, o que se devia ao fato de naquele ano eles terem finalmente conquistado o Campeonato Escocês, interrompendo 15 anos de supremacia dos dois grandes de Glasgow, Celtic e Rangers.
Apenas na sua terceira temporada como treinador do Aberdeen, Ferguson sentia-se tendo o respeito dos jogadores que comandava, o que se devia ao fato de naquele ano eles terem finalmente conquistado o Campeonato Escocês, interrompendo 15 anos de supremacia dos dois grandes de Glasgow, Celtic e Rangers.
Era tão rígido com a disciplina, que seus jogadores lhe apelidaram de Furious Fergie (Fergie Furioso). Chegou a multar um de seus jogadores por ultrapassá-lo em uma estrada pública, e deu um pontapé no galão de chá dos jogadores após um primeiro tempo fraco. Apesar de ser um homem autoritário, possuía um conhecimento tático vasto e foi capaz de levar o Aberdeen a conquistar a UEFA Cup Winners’ Cup em vitória sobre o Real Madrid por 2 a 1, no dia 11 de maio de 1983. Com o resultado, o Aberdeen se tornou apenas o terceiro time escocês a ganhar um troféu europeu.
| Alex Ferguson sendo carregado por torcedores com a UEFA Cup Winners' Cup em mãos |
Arsenal e Tottenham tentariam contratá-lo novamente, mas Fergie acabou optando por substituir Ron Atkinson que acabara de ser demitido
do Manchester United. Nos sete anos que esteve à frente do Aberdeen, conquistou por três vezes o Campeonato Escocês, quatro vezes a Copa da Escócia,
uma vez a UEFA Cup Winners’ Cup, e uma vez a Copa da Liga Escocesa.
Era Manchester United:
Logo ao chegar ao time de Manchester, Ferguson estava
preocupado com muitos jogadores que estavam bebendo demais e estavam fora da forma física
ideal. Ele cuidou de elevar o nível de disciplina dos seus jogadores e levou o seu time a terminar a temporada na 11ª colocação, após ter assumido com a equipe na zona de
rebaixamento.
Na temporada 1987-1988, realizou uma série de contratações
que ajudaram o United a terminar em segundo, nove pontos atrás dos seus maiores
rivais, o Liverpool. Havia muita expectativa para a temporada seguinte,
principalmente após a volta de Mark Hughes, atacante que esteve defendendo o
Barcelona nos dois anos anteriores, mas os Red Devils terminaram o campeonato
apenas na 11ª colocação e caíram nas quartas de final da Copa da Inglaterra.
Novas contratações de peso marcaram o início da temporada
seguinte, que começou com decepcionantes seis derrotas e dois empates nos
primeiros oito jogos. Um cartaz com os dizeres: “Três anos de desculpas e
continua uma m...” foi exibido em frente ao Old Trafford (estádio do Manchester
United), muitos jornalistas e torcedores já defendiam a demissão de Alex Ferguson.
| Cartaz que fora exibido no Old Trafford, após começo ruim na temporada 1989-1990 |
Era esperado que o United perdesse uma partida contra o
Nottingham Forest, válida pela terceira rodada da Copa da Inglaterra e que, consequentemente,
Ferguson fosse demitido. Contudo, o Manchester venceu por 1 a 0, em partida que é comumente citada como a que salvou a carreira de Ferguson
em Old Trafford, embora a sua demissão nunca tenha sido cogitada pela
diretoria.
O United avançou na competição e derrotou o Crystal Palace
na partida de desempate da decisão por 1 a 0, após uma partida preliminar ter
terminado 3 a 3. A Copa da Inglaterra de 1989-1990 foi o primeiro título de
importância de muitos, na vitoriosa carreira de Alex Ferguson como técnico do Manchester United.
No próximo capítulo, abordaremos o primeiro título da liga, a tríplice coroa de 1999, a reconstrução do Manchester nos anos 2000, além de conflitos de Ferguson com jogadores e árbitros nos 25 anos a comando do United.
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