segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Carreiras Efêmeras, Ídolos Eternos - Garrincha - Parte 1


Manoel Francisco dos Santos nasceu no dia 28 de outubro de 1933, em Pau Grande, região metropolitana do Rio de Janeiro. Pertencente a uma família pobre de 15 irmãos, recebeu o apelido que lhe seguiria por toda a vida em decorrência de um pássaro que gostava de caçar, o Garrincha.

Entre as suas características marcantes estavam as pernas tortas, que não o impediu, no entanto, de ser um exímio driblador, um dos maiores de todos os tempos. Sua perna direita era encurvada para a direita, assim como a esquerda, seis centímetros mais curta.


Começou sua carreira no futebol aos 15 anos, treinando no amador Pau Grande Esporte Clube, time da fábrica onde trabalhava em sua cidade natal. Sem oportunidades na equipe, mudou-se para o Serrano da cidade de Petrópolis, onde atuou por quase um ano. 

As pernas tortas de Garrincha
(Foto: Equipe JB)
Garrincha foi então tentar a sorte na capital. Foi ao Flamengo, ao Fluminense e ao Vasco, e nos três foi rejeitado em decorrência da sua deformidade física. Recebeu a oportunidade de fazer um teste no Botafogo, onde finalmente foi aceito. Em alguns relatos consta que nos minutos iniciais do primeiro treino Garrincha já dava dribles desconcertantes em Nílton Santos, renomado lateral-esquerdo, dono da posição na Seleção Brasileira. 

Estreou pelo time principal do Botafogo em 19 de julho de 1953 contra o Bonsucesso, partida na qual já fez o seu primeiro hat-trick. Nas partidas seguintes, Garrincha continuou a ter boas atuações, mas acabou ficando de fora do time que disputou a Copa do Mundo de 1954 na Suíça. O motivo: a Seleção já dispunha de diversos outros jogadores para a posição, entre eles, o destaque era Júlio Botelho que possuía um estilo mais europeu de jogar, focado no trabalho em equipe. 

A não convocação tampouco abalou o futebol de Garrincha pelo Botafogo, que foi essencial para a conquista do Campeonato Carioca de 1957, marcando 20 gols em 26 partidas, sendo vice-artilheiro da competição. A conquista do título enfim convenceu a comissão técnica da Seleção Brasileira que lhe convocou para a Copa de 1958.

Amanhã continuaremos falando da carreira de Garrincha pelo Botafogo; a passagem por outros clubes; a ida à Copa de 1958 na Suécia onde desfalcou a equipe na duas primeiras partidas por motivos que não físicos. Não percam!

SMSB

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