Após vitória por 3 a 0 na estreia
contra a Áustria, o Brasil viajou para Gotemburgo, onde faria as suas outras
duas partidas da primeira fase, contra Inglaterra e União Soviética, respectivamente.
Já era pretensão de Feola escalar Garrincha na ponta-direita para o segundo
jogo, mas Ernesto Santos, outra vez, interferiu. Agora alertava para a violência
do lateral-esquerdo inglês Slater, que fatalmente atingiria a quem atuasse pelo
seu setor. A opção, novamente, foi a escalação de Joel, que poderia cobrir o
meio e evitar choques com Slater. Com a forte marcação inglesa e a cautela
brasileira, a partida ficou no 0 a 0, se tornando o primeiro jogo sem gols na
história das Copas.
Garrincha só estrearia contra a
União Soviética, partida que também teve a volta de Pelé, até então contundido.
Na vitória brasileira por 2 a 0, entraria para a história os três minutos
iniciais do encontro, em que antes de Vavá abrir o placar, Garrincha já havia
acertado uma bola na trave e Pelé uma no travessão. Gabriel Hannot, jornalista
do diário L’Equipe, qualificou aquele início como os “maiores três minutos da
história do futebol”.

Classificado para as quartas, o
Brasil enfrentou o País de Gales e venceu com gol de Pelé. Após o confronto,
Mel Hopkins, defensor que marcou Garrincha naquele jogo, descreveu-o como “um
fenômeno capaz de pura magia. Era difícil saber para que lado ele estava indo
por causa das suas pernas, e porque sabia jogar tanto com a esquerda quanto com
a direita, então ele podia cortar para dentro e ir em direção à linha de fundo.
Além disso, possuía um chute poderoso”.
A partida semi final foi contra a
França do artilheiro Fontaine. Vitória por 5 a 2 e vaga garantida para a final
contra os donos da casa, os suecos. Após sair atrás do placar na partida
decisiva, o Brasil virou o jogo com dois gols de Vavá – os dois muito
parecidos, após jogadas individuais de Garrincha pela direita, as quais eram características
do ponta botafoguense. Zagallo e Pelé, duas vezes, foram os autores dos outros
gols. Brasil campeão do mundo, e Garrincha eleito para a Seleção da Copa.
Nascia também nessa competição, a parceria entre ele e Pelé, nunca derrotada
vestindo a camisa da Seleção Brasileira.
Amanhã, a vitoriosa campanha de 1962 e a decepcionante Copa de 1966.
SMSB
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