Garrincha nasceu em uma família humilde, não teve acesso à
educação e saúde adequadas. Mal sabia escrever seu nome, pouco se comprometia
com a carreira de jogador profissional, mas acabou se tornando um ídolo
inesquecível para os torcedores brasileiros e botafoguenses.
Casou-se duas vezes, primeiro com Nair Marques que
trabalhava na fábrica de tecidos de Pau Grande. Esteve com ela de 1952 a 1965,
e teve 8 filhos. Sua segunda esposa foi Elza Soares, sambista com a qual ficou
por onze anos (1966 – 1977). O motivo da separação: Garrincha teria nela batido
durante uma discussão entre o dois. Além das duas esposas, Garrincha teve
diversas outras amantes, entre elas Angelita Martinez. Teve ao mínimo 14
filhos, inclusive um filho sueco em 1959, quando esteve no país escandinavo em
excursão pelo Botafogo. Em algumas contas o número de filhos, no entanto, pode
chegar aos 36.
Herdou de seu pai o costume de consumir álcool
exageradamente, e após uma série de problemas financeiros e conjugais,
Garrincha morreu de cirrose hepática em 19 de janeiro de 1983, no Rio de
Janeiro. Seus últimos anos de vida foram de um herói esquecido, relembrado somente em seu funeral, que foi acompanhado por dezenas de fãs, amigos e ex-jogadores.
Em sua lápide lê-se: “Aqui jaz em paz aquele que foi a Alegria do Povo –
Mané Garrincha”.
Durante a sua vida Garrincha bebeu demais, envolveu-se em
diversos acidentes automobilísticos graves (entre eles uma batida em um
caminhão que matou a sua sogra), teve uma vida desregrada. Desde
que nasceu, possuía as pernas tortas e problemas na espinha dorsal, que
poderiam fazê-lo andar com dificuldades. Nunca foi de seguir orientações
táticas, tinha um repertório de dribles limitado, pouco usava a perna esquerda.
Tudo para não dar certo. Mas deu.
SMSB
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