domingo, 11 de dezembro de 2011

Campeonato Espanhol - Real Madrid X Barcelona

Real Madrid e Barcelona entraram em campo para disputar o sétimo clássico em 2011 - recorde em um único ano - com objetivos bem definidos. O time de Mourinho, considerado favorito por muitos, vinha de 15 vitórias consecutivas e buscava abrir 9 pontos na liderança do Campeonato Espanhol (com a vitória abriria seis, mas possui ainda uma partida a ser disputada em relação ao Barcelona) e praticamente liquidar a disputa pelo título espanhol. Do lado catalão, era vencer, assumir a liderança ainda que provisória, sacramentar qual o melhor time na atualidade e viajar com tranquilidade para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa no Japão.

Inesperadamente, José Mourinho não foi à campo no 4-3-3 que havia sido adiantado pelo seu adjunto Aitor Karanka na véspera do clássico. Em vez de três volantes, armou um time mais ofensivo, adotando o 4-2-3-1 com Lass Diarra, Xabi Alonso e Mesut Özil como meias, Cristiano Ronaldo e Di María pelas pontas e Karim Benzema na referência. Pep Guardiola manteve seu 4-2-3-1 clássico, tendo Alexis Sánchez como o homem mais avançado.

A tática madrileña era clara: pressionar a saída de jogo e impedir a troca de passes do rival, forçando o erro do Barcelona para marcar (como o Milan havia tentado há algumas semanas e, por alguns momentos, conseguira). E deu certo. Logo aos 20 segundos de jogo o Real Madrid abriu o placar. Após passe errado de Victor Valdés, Di María tentou colocar a bola na área que, após corte da zaga sobrou para Özil, o meia alemão tentou finalizar e, após novo desvio da zaga a bola ficou limpa Benzema abrir o placar no Santiago Bernabéu.

Benzema abre o placar com ainda 20 segundos de jogo  (Foto: Reuters)

Nos minutos seguintes viu-se um Barça que sentira o gol, não conseguindo encaixar o seu jogo com rápidos passes e muita movimentação. O Real continuava melhor, principalmente atacando pelo lado esquerdo da defesa do Barcelona com Özil e Di María. A primeira grande chance catalã saiu após escorregão de Sergio Ramos em que Messi roubou a bola e finalizou cruzado para boa defesa de Casillas.

O Barcelona tentava se lançar mais ao ataque, Dani Alves aparecia pela direita aberto como ponta, enquanto isso Puyol fechava a lateral-direita e Busquets cumpria a função de quarto zagueiro. Quando com a bola, Busquets tentava sair para o jogo, deixando apenas Puyol, Abidal e Piqué sozinhos, tornando perigosas qualquer roubada de bola do Real Madrid próxima ao campo de ataque.

Aos 29, após grande jogada de Lionel Messi, Alexis Sánchez  recebeu, ganhou na velocidade de Pepe e Coentrão e chutou no canto direito de Casillas, igualando o placar. O gol fez o jogo ficar equilibrado, cenário que perdurou durante o restante do primeiro tempo.

Aos 43 minutos, um lance que poderia ter mudado a partida. Messi derrubou Xabi Alonso no meio-campo, a torcida protestou no Bernabéu pedindo a expulsão do craque - que havia recebido o primeiro amarelo aos 36. O árbitro Davi Fernández Borbalá, porém, marcou apenas a falta.

A segunda etapa começou com o Real Madrid mais presente no ataque, mas foi o Barça quem marcou. Aos 7, Xavi arriscou chute da entrada da área, a bola desviou no brasileiro Marcelo e tirou qualquer chance de defesa do arqueiro madrileño.

Após a virada o Barça conseguiu enfim fazer o seu jogo funcionar, enquanto o Real ficava sem reação. Kaká entrou no lugar de Özil, mas pouco fez. Melhor no jogo, o Barcelona fez mais um: em rápido contra-ataque, Dani Alves cruzou pela direita e encontrou Fábregas na segunda trave, o espanhol cabeceou firme no contrapé de Casillas fechando o placar.

Fábregas comemora o terceiro gol do Barça no Bernabéu (Foto: Reuters)
O terceiro gol fez o Real acordar e levar perigo, mas Cristiano Ronaldo e Kaká pararam em Valdés, que se redimia da falha no primeiro gol. O Barça já parecia se poupar para a viagem que faria logo após o jogo para o Japão, mesmo assim ainda teve chances para ampliar.

Festa para os 400 torcedores catalães que foram a Madrid, ver o time assumir a liderança provisória do Campeonato Espanhol e quebrar a série de 15 vitórias consecutivas do seu maior rival. Dos sete clássicos de 2011, o Barcelona saiu vitorioso em três, houve três empates e o Real Madrid venceu apenas um - na prorrogação na final da Copa do Rei. 

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