quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Campeonato Brasileiro - 38ª Rodada - Atlético-GO X América-MG, Bahia X Ceará, Cruzeiro X Atlético-MG, Atlético-PR X Coritiba

No Serra Dourada, o Atlético-GO foi à campo em busca de uma vaga na Copa Sul-Americana (feito inédito para o time que fez a sua segunda temporada na elite do futebol brasileiro) e para isso bastava vencer o já rebaixado e desfalcado América-MG. Desde o início da partida, o Dragão controlou por completo as ações justificando a goleada por 5 a 1. Ainda no primeiro tempo, o time da casa abriu 3 a 0: gols de Felipe, Márcio (de falta) e Gilson. Mesmo diminuindo o ritmo na etapa final, o Dragão ainda fez mais dois. Fato curioso deveu-se à entrada de Paulo Henrique no lugar de Gilson na volta do intervalo, o zagueiro entrou em campo sem comunicar o delegado da partida e por isso foi advertido com um cartão amarelo. E teve mais, foi Paulo Henrique quem fez o único gol do time mineiro ao desviar falta cobrada por Thiago Carleto. Anaílson, na sua despedida do clube, fez o quarto e Paulo Henrique se redimiu do gol contra marcando o quinto para o time rubro-negro. O Dragão terminou o campeonato na décima-terceira colocação e o América amargurou o décimo-nono lugar e o descenso para a Série B

Em Pituaçu, mesmo após as polêmicas no decorrer da semana que davam conta de que Bahia entregaria o jogo para que o Ceará permanecesse na Série A "pelo bem do futebol nordestino", o Bahia se despediu de sua torcida (mais de 36.000 torcedores foram à Pituaçu) com vitória, garantindo vaga na Copa Sul-Americana depois de 22 anos sem disputar uma competição internacional. Precisando do resultado foi o Ceará que saiu para o ataque (Dimas Filgueiras escalou o time com três atacantes e colocou o time para pressionar a saída de bola do Bahia ainda no campo de defesa), mas aproveitando os contra-ataques cedidos, o Tricolor de Aço abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo (gols de Camacho e Lulinha). No fim do primeiro tempo o Vozão ainda diminuiu com Felipe Azevedo. Precisando vencer, o Ceará continuou no ataque nos 45 minutos finais enquanto que o Bahia apenas administrava o resultado dando alguns sustos a sua torcida. Mesmo não tendo o resultado necessário em Sete Lagoas para se livrar do rebaixamento, o time cearense continuou em busca de fazer a sua parte. Mas não conseguiu. O Bahia terminou o campeonato na décima-quarta colocação e o Ceará, rebaixado, ficou com a décima-oitava posição.

Na Arena do Jacaré, Cruzeiro e Atlético fizeram o clássico mineiro da rodada. Do lado celeste, a vitória poria fim ao drama do possível rebaixamento enquanto que do lado do Galo a vitória garantiria a vaga na Sul-Americana e mais do que isso, poderia contribuir para rebaixar o seu maior rival. O Cruzeiro começou imprimindo uma forte marcação não deixando o Atlético-MG jogar. Roger, substituindo Montillo, foi o grande nome da partida, comandando o Cruzeiro à maior vitória sobre o seu rival na história. Contribuiu para a vitória cruzeirense as inúmeras falhas da defesa atleticana, a melhor do segundo turno, que deixavam os jogadores cruzeirenses em vantagem na maioria das jogadas. Jogando melhor, o Cruzeiro abriu incríveis 4 a 0 na primeira etapa, gols de Roger, Leandro Guerreiro, Anselmo Ramon e Fabrício. A Raposa continuou melhor na segunda etapa e, aos 12, Wellington Paulista fez o quinto. Aos 15, Réver diminuiu e, a partir de então o Cruzeiro apenas administrou o resultado. O Galo ensaiou uma pressão, mas nada conseguiu. Aos 45, Everton sacramentou a vitória por 6 a 1. O resultou salvou o ano do Cruzeiro e fechou o clima do lado do Atlético. A dupla mineira terminou próxima na tabela de classificação, mas nenhum dos dois conseguiu vaga para uma competição internacional, Atlético-MG em 15º e o Cruzeiro em 16º.

Na Arena da Baixada, o Atlético-PR precisava vencer e contar com tropeços de Ceará e Cruzeiro para escapar do rebaixamento enquanto que ao Coritiba bastava a vitória para assegurar uma vaga na Libertadores. Lutando pela sobrevivência na Série A, o Furacão começou melhor e foi para o ataque. O Coritiba abusava dos longos lançamentos e pouco ameaçava. Conforme os gols iam saindo em Sete Lagoas, o ímpeto do Atlético também diminuía, deixando o jogo equilibrado. Apesar de precisar do resultado (com a vitória parcial do São Paulo sobre o Santos) o Coxa apenas apostava nos contra-ataques. O cenário permaneceu o mesmo na segunda etapa. Já com o rebaixamento inevitável (o Cruzeiro vencia por 5 a 1) o Furacão buscava apenas o gol de honra. Empurrado pela torcida que não deixou de apoiar, Guerrón abriu o placar aos 28. O gol fez o Coritiba acordar no jogo, avançando a marcação e arriscando de fora da área. Insuficiente. O resultado trouxe tristeza em ambos lados: o Atlético foi rebaixado após 16 anos na elite do futebol nacional com a décima-sétima posição e o Coritiba caiu para a oitava colocação conseguindo apenas vaga na Copa Sul-Americana.

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