Em Mogi Mirim, o São Paulo precisava vencer e torcer por tropeços do Coritba, Internacional e Figueirense para voltar a Libertadores após um ano de ausência. Antes de torcer, precisava fazer a sua parte e vencer o Santos, que pôs em campo time reserva já pensando na disputa do Mundial de Clubes da Fifa. O único titular do lado alvinegro foi Elano, que por estar voltando de contusão foi colocado em campo para readquirir ritmo de jogo. Fazendo a sua parte, o São Paulo controlava a partida e conseguiu garantir a vitória ainda no primeiro tempo com gols de Luís Fabiano, Cícero e Lucas. O Santos pouco levava perigo, em partida apagada da dupla de meias Elano e Ibson. Com os empates de momento de Internacional, Coritiba e com a derrota do Figueira, o Tricolor do Morumbi herdava a quinta e última vaga à Libertadores. No segundo tempo o jogo caiu de rendimento. Elano diminuiu aos 16, e Luís Fabiano fez o seu segundo na partida aos 35, fechando o placar, sem mais grandes emoções no jogo. O Inter acabou vencendo em Porto Alegre e tirou a vaga do São Paulo que terminou em sexto. O Santos terminou o campeonato na décima colocação, mas já havia deixado o campeonato de lado há muito tempo.
Na Ressacada, Avaí e Figueirense se enfrentaram em um jogo violento e de baixa qualidade. O Avaí, rebaixado, foi a campo apenas com o objetivo de impedir que seu rival conquistasse uma vaga na Libertadores, a qual além da vitória do Figueira dependeria de uma combinação de resultados, a qual não ocorreu. Até metade do primeiro tempo, o jogo foi marcado apenas pela violência: Welton Felipe já havia causado um corte em Elias e chegado duro em Wellington Nem (que precisou ser substituído aos 28); pelo lado do Figueirense, Roger revidou e fez Lincoln sangrar. Futebol mesmo, pouco se via. No fim do primeiro tempo Diogo Orlando abriu o placar para o lado avaiano. A vantagem por pouco tempo permaneceu: no primeiro minuto da etapa final, Héber limpou a marcação e chutou forte para marcar um golaço. O gol fez o Figueira crescer no jogo e buscar o resultado, mas com um a menos (Julio César foi expulso em lance com Arlan) o time esbarrava no cansaço. Do outro lado, o Leão buscava aproveitar os espaços deixados na defesa alvinegra. Algumas chances de cada lado, e o jogo terminou mesmo no 1 a 1. O Avaí terminou na última colocação e o Figueirense ficou com a sétima posição e vaga na Copa Sul-Americana.
No Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, o Botafogo recebeu o Fluminense em busca de um milagre: precisava vencer o terceiro colocado Fluminense (o Botafogo vinha de cinco derrotas consecutivas) e torcer por tropeços de Coritiba, Internacional, Figueirense e São Paulo para conquistar a almejada vaga na Libertadores. Ao Fluminense cabia conquistar um ponto e evitar disputar a pré-Libertadores, onde teria de viajar à Bolívia e enfrentar o Real Potosí a 4.000m de altitude. O Botafogo começou atacando, mas foi o Fluminense que abriu o placar logo aos 5 minutos, com Fred (o atacante fez seu 22º gol no campeonato e ficou a um do artilheiro da competição, Borges, que não jogou na rodada). Apesar do gol, o Bota continuava jogando melhor e empatou com Felipe Menezes após corta-luz de Elkesson. Com os resultados de momento bastava a virada para conquistar a milagrosa classificação à Libertadores. O gol não veio graças à ótima atuação de Diego Cavalieiri que fez aos menos quatro grandes defesas. O empate garantiu a terceira colocação ao Flu e deixou o Bota na nona posição. O Fluminense igualou a marca negativa de 1921, em que terminou o ano sem vencer nenhum clássico.
No Beira-Rio, o Internacional precisava de uma vitória e de um tropeço do Coritiba para garantir a vaga na Libertadores. Mais do que precisar vencer, o Inter precisava vencer o seu maior rival, o Grêmio. O clássico Gre-Nal poderia definir a última vaga brasileira na Libertadores. E definiu. Em um dos maiores clássicos (se não no maior) em rivalidade do futebol brasileiro, cada time tinha o seu objetivo previamente traçado ao entrar em campo: do lado colorado vencer e conseguir a vaga na Libertadores e do lado gremista, impedir tal classificação. O Inter começou pressionando e D'Alessandro era o jogador que mais buscava o jogo. O Grêmio, postado defensivamente, também ia ao ataque e levava perigo à meta de Muriel. O cenário perdurou durante toda a partida com o Inter no ataque, mas com o Grêmio também levando muito perigo (foram duas bolas na trave de Muriel). Aos 14, Oscar recebeu bola na área, fintou Rochemback que fez pênalti. D'Alessandro pegou a bola, bateu e marcou. O gol não diminuiu o ímpeto em nenhum dos lados e o jogo continuou muito movimentado. Com a derrota do Coritiba para o Atlético-PR, bastava o Inter segurar o resultado para ir a Libertadores. O Grêmio, todavia, fazia de tudo para empatar. Mas não conseguiu. A vitória deu ao Inter a quinta colocação e a vaga na Libertadores; o Grêmio ficou na décima-segunda colocação com a já garantida vaga na Copa Sul-Americana.
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