No ano seguinte, Yashin foi chamado para defender a meta da seleção do Resto do Mundo que enfrentou a Inglaterra em amistoso comemorativo do centenário da Football Association mostrando ainda ser reconhecido como grande goleiro. Também em 1963, Yashin recebeu a Bola de Ouro da France Football (prêmio então concedido ao melhor jogador europeu do ano).
A União Soviética voltaria à final da Eurocopa em 1964, perdendo para a anfitriã Espanha, com grande atuação de Yashin. Na Copa do Mundo de 1966, já com 37 anos, o Aranha conseguiu levar seu país ao quarto lugar, destacando-se na partida de quartas-de-final contra a Hungria. As limitações impostas pela idade já o faziam ter de ser poupado, não tendo atuado em duas das seis partidas dos soviéticos na competição.
Foi titular na campanha da Eurocopa de 1968, onde foram eliminados na fase semi-final. Após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, a URSS perdeu a vaga na final para a Itália no cara e coroa. Nesse mesmo ano, pelos serviços prestados à população e ao país, Yashin foi condecorado com a Ordem de Lenin.
Com 41 anos, foi à Copa do Mundo de 1970, mas já como reserva. Pendurou as luvas no ano seguinte, com direito a partida de despedida organizada pela FIFA no Estádio Lenin em Moscou. Cerca de 100 mil pessoas compareceram ao jogo que contou com a participação de estrelas como Pelé, Beckenbauer e Eusébio.
Depois de aposentado Yashin passou quase 20 anos em diversas posições administrativas do Dínamo de Moscou, que ergueu uma estátua de bronze do seu maior jogador em frente ao seu estádio.
Em 1986, por complicações circulatórias, Yashin teve uma de suas pernas amputadas. Morreu em 1990, em decorrência de um câncer no estômago.
Não só pela excepcional elegância para realizar defesas acrobáticas, como também pela incrível visão sobre o jogo que lhe permitiram revolucionar a função do goleiro, Lev Yashin será sempre lembrado como, se não o melhor goleiro de todos os tempos, o mais importante para a posição. Ele soube exercer a função de organizar a sua defesa como ninguém, foi um dos pioneiros em socar a bola em situações de perigo sem se dar a obrigatoriedade de agarrá-la e em ligar rápidos contra-ataques a partir de seus lançamentos. Por tudo que fez pelo esporte, passou a dar nome ao prêmio entregue ao melhor goleiro da Copa do Mundo a partir de 1994 (em 2010 o prêmio passou a receber o nome de Luva de Ouro) foi eleito o melhor goleiro do século XX pela FIFA, e sempre está e estará presente “nas seleções do século XX” montadas pelas revistas esportivas mundo afora.

Oi Andre gostei muito da volta do blog. O visual tamb'em esta muito legal!!! Boa sorte
ResponderExcluir